Pesquisa mapeia doadores de alta renda no Brasil

A Conectas Direitos Humanos e o Centro de Estudos em Administração Pública e Governo (CEAPG), da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), lançaram na semana passada a Pesquisa Comportamental sobre Doadores de Alta Renda (PCDAR).

Os principais objetivos do levantamento foram compreender hábitos, motivações e interesses de uma parcela pouco explorada e estudada da população – os potenciais doadores de alta renda -, e responder como e por que esse público doaria para causas de direitos humanos, que hoje tem cerca de 1,5 mil organizações da sociedade civil (OSCs) atuando no país.

Os chamados potenciais doadores de alta renda, nesse caso, foram categorizados como profissionais em meio de carreira, com renda mensal igual ou superior a R$ 30 mil.

“Existem recursos no Brasil, mas os brasileiros não são suficientemente requisitados a doar para a causa de direitos humanos. Nesse cenário, muitas organizações começaram a se questionar como captar recursos a partir de três possibilidades: pequenas doações individuais, grandes doações individuais e doações de fundações brasileiras”, observou Juana Kweitel, diretora-executiva da Conectas Direitos Humanos.

Os achados da pesquisa mostram que, além de representar uma pequena parcela da população, esse público possui características muito específicas e diferenciadas de outros recortes populacionais. Em sua maioria, essa fatia é formada por homens, é mais madura (75% com 40 a 64 anos de idade), mais branca (mais de 80% se declarou como branco), reside majoritariamente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país e é mais escolarizada (86% possui ensino superior completo).

Fonte: Gife

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