Você tem prestado atenção em seu verdadeiro amor?

Por: Marcio Zeppelini
17 Outubro 2014 - 16h17

verdadeiroamor

50 anos de cortesia!

Um casal de idosos comemora suas bodas de ouro após longos anos de matrimônio.
Enquanto tomavam juntos o café da manhã a esposa pensou: "Por cinqüenta anos tenho sempre sido atenciosa para com meu esposo e sempre lhe dei a parte crocante de cima do pão. Hoje desejo, finalmente, degustar eu mesma essa gostosura."

Ela espalhou manteiga na parte de cima e deu ao marido a outra metade. Ao contrário do que ela esperava, ele ficou muito satisfeito, beijou sua mão e disse: "Minha querida, tu acabas de me dar a maior alegria do dia. Por mais de cinqüenta anos eu não comi a parte de baixo do pão, que é minha preferida. Sempre pensei que eras tu que devias tê-la, já que tanto a aprecias."

Do livro: O Mercador e o Papagaio (Nossrat Peseschkian)

O amor é feito de detalhes - e de conversas também!

Todos dizem que para um homem ser completo, precisa de uma companheira, que lhe entenda e o tranquilize nos momentos de inquietude. E vice-versa! No entanto, às vezes, tentamos tanto admirá-las(os) que esquecemos de perguntar! Sim… perguntar! O que exatamente a outra pessoa quer ou está sentindo?

No anseio de fazê-la(o) feliz, seguimos nossos instintos, muitas vezes sábios, mas, às vezes, traiçoeiros. Traiçoeiros porque temos uma certeza de algo que conhecemos anos atrás - no caso da metáfora, há 50 anos. Mas as coisas mudam e o tempo faz com que as pessoas tenham novas experiências e, por conseguinte, novos desejos. Então, o diálogo num casal é extremamente importante e deve ser uma prática cotidiana. OUVIR o outro deve ter o mesmo entusiasmo do que CONTAR àquele que compartilha sua cama todas as noites.

Nesse nosso dia-a-dia corrido acabamos por levar problemas demais para casa, alegrias de menos e o diálogo entre o casal mingua, dia após dia.

Assim como você, que deve estar se identificando com esse “problema”, confesso que muitas vezes as preocupações com meu trabalho, finanças e sonhos determinam um monólogo silencioso que não é saudável - nem pra mim, nem para minha esposa. É o que precisamos cotidianamente combater…

Sugiro que limpemos nossa alma ao chegar em casa e, assim, possamos ouvir nossa(o) companheira(o) e, reciprocamente, lançar nossos anseios!

Que neste final de semana, você possa trocar olhares sinceros e sustentáveis com aquela pessoa que você ama. E se a sua “cara-metade” ainda não apareceu, segue uma dica: vá em algum lugar que nunca foi antes... Eu acho que ela(e) estará lá! Depois me conte como foi!

PS: Dedico essa edição do “Ser Sustentável” à minha eterna namorada (e esposa) Sirley, que aniversaria amanhã.

Abraços sustentáveis,

MARCIO ZEPPELINI

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