Você sofre por antecedência?

Por: Marcio Zeppelini
25 Outubro 2017 - 21h07

sofre-antecedencia

O pneu furado

Viajava certa vez, por uma esquecida estrada do deserto, um homem em seu automóvel. De repente, um pneu furou. Para sua consternação, deu-se conta de que não tinha macaco para levantar o carro e trocar o pneu.

Nesse instante, lembrou-se de ter passado por um posto de serviço cerca de 8 km atrás, de modo que começou a andar naquela direção. E ia pensando: “Pois é, nesta lonjura de deserto não há outros postos por perto. Se o dono desse posto não quiser me dar ajuda, não vai haver outro lugar para onde ir. Estou realmente nas mãos daquele sujeito. Ele pode me cobrar os olhos da cara só para me emprestar o macaco para eu trocar o pneu. Ele poderia cobrar R$250,00... Poderia cobrar R$500,00... Se ele cobrar R$ 2 mil, eu não poderia fazer nada porque eu simplesmente... mas que desgraçado! Pelo amor de Deus, mas como tem gente que se aproveita da desgraça dos outros nesse mundo...”

Então, ele chega ao posto. O dono se aproxima e pergunta, de modo amistoso:

- Olá, posso ajudá-lo com alguma coisa?

E o nosso amigo responde:

- Olha aqui, pega o teu maldito macaco e vá pro inferno com ele!

Do livro: "Você é o Responsável, guia de autoterapia" (Rainwater J)

Cuidado com as conjecturas

Nas aulas de administração, quando aprendemos sobre planejamento estratégico, há uma ferramenta muito útil que se chama FCS - Fator Crítico de Sucesso. Ou seja, o que pode dar errado (quais são os fatores críticos) para impedir que você atinja um objetivo (sucesso). Neste momento, devemos ser pessimistas e imaginar tudo o que pode acontecer, todas as adversidades que, caso ocorram, poderão mudar o percurso daquilo que foi planejado. Com essas "hipóteses" (nome dado pela matemática às conjecturas utilizadas como prova de resultado), podemos criar o "Plano B ou C".

Assim, caso "isso ou aquilo" aconteça, você já tem a "rota de fuga" para se manter no trajeto e atingir a meta estabelecida.

Esta ferramenta, o FCS, pode ser usada em qualquer tipo de planejamento - seja numa empresa, numa viagem, na organização de uma festa, enfim... qualquer tipo de planejamento requer um plano B.

O problema é que muitas pessoas, como nosso amigo azarado da história acima, sofrem por antecedência e passam a acreditar veementemente que o fator crítico de sucesso vai ocorrer de qualquer forma, ou seja, que o plano B já é praticamente o plano A.

Se você é esse tipo de pessoa, siga uma instrução:

Pense qual seria o "melhor dos mundos", ou seja, o cenário ideal para que o que você planejou dê certo. Concentre-se nele e tenha em mente que este é o plano. Então, respire fundo e passe a fazer as perguntas: "E se acontecer isso? O que eu farei?". "E isso? E aquilo?". E, assim, construa as possíveis rotas de fuga, sem perder o foco do plano original.

Se nosso amigo tivesse a capacidade de separar o plano A do B, ele teria criado um "plano de negociação" com o dono do posto caso ele quisesse cobrar um valor abusivo. Mas é provável que ele nem precisasse gastar saliva...

Lei de Murphy: Tenha um Plano B e não precise usá-lo.
 
Abraços inspiradores, beijos sem "sofrência"

Marcio Zeppelini

Lei de Murphy:
Tenha sempre um Plano B e não precise usá-lo.

Marcio Zeppelini