Você prefere a rigidez ou a suavidade nas suas conversas?

Por: Marcio Zeppelini
05 Outubro 2014 - 19h12

voc prefere rigidez

O Poder da Doçura

O viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que começava tímido por entre as pedras. Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos, ele foi tomando volume e se tornando um rio maior. O viajante continuou a segui-lo. Bem mais adiante, o que era um pequeno rio se dividiu em dezenas de cachoeiras, num espetáculo de águas cantantes.

A música das águas atraiu mais o viajante, que se aproximou e foi descendo pelas pedras, ao lado de uma das cachoeiras. Descobriu, finalmente, uma gruta. A natureza criara com paciência caprichosa, formas na gruta. Ele a foi adentrando, admirando sempre mais as pedras gastas pelo tempo.

De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, prêmio Nobel de literatura de 1913:

"Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir."

Convença alguém com suavidade. Do contrário, as obrigará!

O poder da transformação está na sinergia das pessoas que se dispõem a mudar. Seja uma grandiosa revolução de políticas públicas ou a simples mudança de um hábito de nossos filhos ou colaboradores, só conseguimos de fato MUDAR se, com palavras e argumentos sustentados, conseguirmos fazer com que a pessoa (ou os grupos envolvidos) se convença de que aquela estratégia é a melhor.

Brigar, gritar, colocar medo não traz mudanças reais. As pessoas podem até executar daquela forma - por medo ou até conforto (para se livrar daquele peso), mas por dentro, elas continuam pensando que aquilo está errado.

Uma criança só vai de fato entender algo se, com doçura, seus pais mostrarem a ela os "porquês" e os “senões” daquele algo dever ser do jeito que eles dizem. Gritar e bater, ameaçar ou castigar podem trazer um resultado imediato. Mas na primeira oportunidade, a criança deixará fluir os seus sentimentos e crenças, já que a CULTURA INTERNA da criança não fora mudada com os gritos raivosos de seus progenitores.

Nas companhias, a mesma coisa. Nunca gostei de ser chamado de CHEFE, apesar de ser líder há mais de uma década. CHEFIA me lembra aqueles caras engravatados, estressados e que os seus “empregados” tem medo! Eu prefiro o caminho da conversa: demonstrar que a minha experiência (como líder ou pela idade…rs) me diz que deve ser desse ou daquele jeito - sempre deixando as ideias dos demais poderem ser aproveitadas. Daí se ganha RESPEITO. É disso que um líder precisa… não de que as pessoas tenham MEDO do “chefe”.

Abraços sustentáveis,

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