Você já se sentiu pressionado?

Por: Marcio Zeppelini
11 Outubro 2015 - 15h35

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Seu tempo acabou

Ele era o presidente de uma das maiores agências de publicidade, e eu, um jovem consultor administrativo. Eu tinha sido indicado por um de seus funcionários, que tinha visto meu trabalho e achado que eu tinha algo a oferecer. Eu estava nervoso. Nesse estágio da minha carreira, não era sempre que eu tinha a oportunidade de falar com o presidente de uma companhia.

A reunião estava marcada para as dez da manhã e deveria durar uma hora. Cheguei cedo. Às dez em ponto fui levado a uma sala grande e arejada, com móveis estofados de um amarelo vivo.

As mangas de sua camisa estavam dobradas e a expressão de seu rosto era severa.

– Você tem apenas vinte minutos – falou rudemente.

Fiquei sentado ali, sem dizer uma palavra.

– Eu disse que você tem apenas vinte minutos.

Novamente, nem uma palavra.

– Seu tempo está se esgotando. Por que não diz nada?

– Os vinte minutos são meus – respondi. – Posso fazer o que quiser com eles.

Ele deu uma gargalhada. Depois disso, conversamos por uma hora e meia. Consegui o emprego.

Do livro: Espírito de Cooperação no Trabalho (Canfield J)

Quando pressionado, respire!

É comum nos "apertarmos" em alguma situação - seja no trabalho, seja em um relacionamento amoroso ou até mesmo na rua, sob alguma acusação infundada. Sei que isso parece difícil, mas o melhor a fazer nessa hora é respirar e, calmamente, pensar no que você NÃO FARIA neste momento. Talvez essa seja a solução - ou, quiçá, uma pista do caminho que você deve seguir.

O nervosismo faz parte de nosso complexo sistema de autodefesa. É uma reação psicossomática controlada por uma região cerebral chamada hipotálamo. Se a reação é involuntária, a boa notícia é que em no máximo 90 segundos não há mais relação fisiológica, e é o nosso consciente que passa a controlar a situação - ou seja, você pode determinar como pretende terminar tal situação - seja ela qual for.

Essa é uma teoria inspirada em uma neurocientista americana que adoro - Jill Boyle Taylor. E, depois que li sua pesquisa, passei a adotar a técnica de "deixar passar" a raiva, o medo, a ansiedade (acreditem: para mim, leva bem menos de 90 segundos). A partir daí, o comando é integralmente meu!

Não sei se a história acima é real ou ficção - não importa. O que precisamos fazer é nos reinventar em situações inusitadas. Fazer aquilo que não seria comum, pois só com a criatividade e com a abertura às mudanças poderemos ter resultados diferentes do que estamos tendo dia a dia.

Daí lhe pergunto: seu chefe está lhe dando só "20 minutos"? Seu cliente está lhe pressionando? E o gerente do banco?

Faça o melhor que lhe vier a cabeça - só não deixe o nervosismo tomar conta. Só assim seu cérebro terá condições de criar soluções!

E feliz dia dos namorados!

Abraços sustentáveis,

Marcio Zeppelini

O nervosismo é inimigo da perfeição

Marcio Zeppelini

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