Qual o “sabor” do seu veneno?

Por: Marcio Zeppelini
17 Outubro 2014 - 16h19

veneno

O monge mordido

Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem, tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

- Mestre deve estar muito doente! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda, picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!

O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:

- Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.

Você não precisa pagar com a mesma moeda.

Uma vez um amigo me disse: “Não convidei fulano para meu aniversário porque ele não me convidou para o dele”. Nem tudo na vida tem que ser “olho por olho, dente por dente”. É necessário sempre analisar os porquês de as pessoas agirem do jeito que agem e nunca tentar fazer o que elas fazem só para “se vingar”.

Precisamos viver de acordo com a nossa natureza, de acordo com o que acreditamos.

Quando alguém não me dá Bom Dia, olho bem no olho da pessoa, encho a boca e digo com um sorriso: Bom dia! Quem sabe a pessoa aprenda, com a minha natureza, a mudar a dela.

Seja você! Faça aquilo que você gosta e acredita, independente se as pessoas irão lhe retribuir ou não.

Eu te mando abraços sustentáveis e muita energia positiva!
Você pode mandar pra mim o que você acredita!

MARCIO ZEPPELINI

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