Você produz pérolas?

Por: Marcio Zeppelini
19 Outubro 2015 - 17h02

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Ostras e pérolas

Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas. As pérolas das ostras são resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia. Ou seja, as pérolas são produto da dor.

Na parte interna da concha há uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.

Como resultado, uma linda pérola vai se formando.

Uma ostra que não foi ferida jamais poderá produzir pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.

Cubra seus rancores.

Nós passamos pelo mesmo processo pelo qual a ostra passa. Ao sermos feridos por palavras ou traições, criamos uma mágoa, um rancor. São “objetos” estranhos dentro de nós, já que um ser humano em plena felicidade não pode ter esses “grãos de areia” ferindo sua alma.

É preciso, então, proteger nosso corpo, nossa alma, recobrindo esses “grãos” com várias camadas de AMOR, como a ostra o faz com seu nácar.

Assim, em vez de cultivar ressentimentos, deixando as feridas expostas e cada vez mais vulneráveis a receber outras formas de ferimentos, permita que esses machucados sejam cicatrizados, perdoando e pedindo perdão. Compreendendo os outros. Sorrindo mais.

Ao recobrir suas mágoas com várias camadas de amor, você vai ver: estará com uma pérola dentro de você - e não será mais uma “ostra” vazia e machucada.

Um sorriso, um olhar, um gesto… são diversas as formas de recobrir suas “feridas” com amor.

Abraços sustentáveis,

Marcio Zeppelini 

Um ressentimento guardado é uma ferida aberta.

MARCIO ZEPPELINI

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