O mundo está em crise ou é um mar de oportunidades?

Por: Marcio Zeppelini
05 Outubro 2014 - 19h00

o mundo est em crise ou um mar de oportunidades

O vendedor de cachorros-quentes

Um homem vivia na beira da estrada e vendia cachorros-quentes. Não tinha rádio e, por deficiência de visão, não podia ler jornais. Em compensação, vendia bons cachorros-quentes. Colocou um cartaz na beira da estrada, anunciando a mercadoria, e ficou por ali gritando quando alguém passava: "Olha o cachorro-quente especial!" E as pessoas compravam. Com isso, aumentou os pedidos de pão e salsicha, e acabou construindo uma mercearia. Então, ao telefonar para o filho que morava em outra cidade e contar as novidades, o filho disse:

- "Pai, o senhor não tem ouvido rádio? Não tem lido jornais? Há uma crise muito séria e a situação internacional é perigosíssima!"

Diante disso, o pai pensou:

- "Meu filho estuda na universidade! Ouve rádio e lê jornais... portanto, deve saber o que está dizendo!"

Então, reduziu os pedidos de pão e salsichas, tirou o cartaz da beira da estrada, e não ficou por ali apregoando os seus cachorros-quentes. As vendas caíram do dia para a noite e ele disse ao filho:

- "Você tinha razão, meu filho, a crise é muito séria!"

A crise existe, mas não nos curvemos a ela!

Como diz o ditado mineiro "Todo mundo vê as pingas que eu tomo, mas não sente os tombos que eu levo". Traduzindo isso para nosso trabalho, é importante avaliar o que são crises e o que são oportunidades. Não dá para fazer nada profissionalmente se não olharmos os dois lados, com parcimônia.

A crise pode ser econômica, social e até cultural. Pode vir de fora para dentro (mercado externo em crise) ou de dentro para fora (um vendedor de cachorros-quentes mal influenciado). E ela é muito mais perigosa quando é de dentro para fora, pois é sinal de falta de expectativa, de esperança.

É a história do copo meio cheio ou meio vazio. O que temos que ter em mente é a realidade: o copo está com metade de sua capacidade. Vamos avaliar a metade vazia de uma forma analítica: POR QUE está pela metade? E o lado meio cheio devemos ver como oportunidade: O QUE FAZEMOS com a metade que resta?

Vamos analisar friamente, sem preconceitos ou desesperanças, o lado vazio do copo: o que posso fazer para enche-lo novamente? Porque o líquido se esvaiu?

Ahh… E vambora comemorar a metade cheia? Tin-tin!
Tenha um excelente fim de semana!
Abraços sustentáveis,

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