Está desesperado com a situação atual?

Por: Marcio Zeppelini
22 Outubro 2017 - 18h13

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O Fundo do Poço

Um índio, que morava próximo a um rio, vivia muito bem com sua família: plantava milho para consumo próprio e, o que sobrava, trocava por outros mantimentos. Também pescava e caçava pelas redondezas. Tudo corria na mais imensa paz.

Neste ano, porém, houve uma seca enorme. O rio secou, sua plantação de milho morreu e os animais que andavam por aquelas redondezas desapareceram. Para piorar, sua mãe faleceu, seu filho se adoentou e sua esposa teve um aborto espontâneo. Ele ficou desesperado! Tudo em sua vida estava dando errado e, para piorar, sua família passava fome.

Resolveu ir conversar com o sábio pajé da tribo. Ao chegar, foi logo desabafando e contando todos os problemas pelos quais estava passando naquele momento. O pajé apenas ouvia atentamente, sem proferir nenhuma palavra. O índio continuou falando até que percebeu que o pajé não havia proferido palavra alguma.

Desesperado, e já em prantos, o índio gritou:
- Por favor, pajé, me dê uma luz! Será que você não percebe o meu desespero? Já não sei mais o que fazer da minha vida.

O pajé suspirou e, com uma voz calma, disse:
- Meu filho: a hora mais escura da noite é aquela em que o sol está mais próximo de nascer.

Adaptado do texto de Edgard Tetsuo Utiama

Há sempre uma luz no fim do túnel

Vivemos numa crise econômica enorme no Brasil. Sem dúvida, nenhuma assim foi vivida nos últimos 25 anos. Isso significa que a maioria daqueles que tem menos de 40 anos não a tenha sentido tanto na pele como estão sentindo agora.

Em meus treinamentos de reorganização pessoal, gosto de usar uma técnica de autoanálise chamada "Roda da Vida". É como se fosse uma pizza em que cada um dos 8 pedaços é uma área da sua vida: econômica, profissional, espiritual, intelectual, hígida (saúde), familiar, relacional e social. Quando uma delas vai mal, a tendência é "trazer para baixo" as demais. Se o seu casamento vai mal, por exemplo, é provável que tenha instabilidade em sua vida social e espiritual.

Tenho visto diversos setores da economia e da sociedade - e as em que atuo não são exceção - em forte crise. As pessoas estão cabisbaixas e sem energia para levantar a cabeça para seguir em frente. Nada raro é ver essas pessoas com problemas financeiros e, consequentemente, com outros problemas na vida. Ou seja: você não está sozinho!

Já fui um "otimista cego". Hoje sou um realista esperançoso. Há uma diferença enorme entre os dois estados de espírito. Consigo olhar com mais sabedoria a realidade, mas sem perder a esperança de que amanhã vai melhorar. Mas a grande diferença não está na acreditação - mas na ATITUDE. De nada adianta simplesmente acreditar que amanhã será melhor se hoje não fizermos algo para que o dia seguinte amanheça diferente.

Depois das maiores tempestades, vem a bonança. Depois da crise, vem a brisa. Aproveite essa sua fase negativa para fazer uma reanálise de todas as suas atitudes, e perceba que elas interferem mais em sua situação atual do que você imagina. Faça mudanças: nos seus costumes, nos hábitos diários, nos gastos, nas metas. Enfim, repense sua vida nesse momento de crise, para que dela se crie oportunidades de um dia melhor amanhã.

E como nosso sábio pajé recomendou ao índio: a hora mais escura da noite é aquela em que o sol está mais próximo de nascer.

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Abraços com muito +Atitude. Beijos inspiradores e transformadores.
Marcio Zeppelini

 

Depois da crise, vem a brisa.
Marcio Zeppelini