Você já experimentou milho de pipoca cru?

Por: Marcio Zeppelini
06 Outubro 2015 - 21h52

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O estouro da pipoca


Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro, cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou:
- Vou morrer!
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que é capaz.

Daí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: BUM!

Ela aparece como outra coisa, completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado ser.

“Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre”.

Assim acontece com a gente.

As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de mesmice e dureza assombrosas.

De repente, vem o fogo. A vida nos lança a uma situação que nunca imaginamos: a dor.

Pode ser fogo exterior: perder um amor ou o emprego; ter uma crise financeira ou perder um filho, o pai ou a mãe.
Pode ser fogo interior: pânico, medo, ansiedade, depressão ou qualquer sofrimento, cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! E, com isso, a possibilidade da grande transformação aparece.

E o piruá (aquele milho que se recusa a estourar)?

São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, recusam-se a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.

No entanto, o destino delas é triste: ficarão duras a vida inteira. Nunca vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva.

Um feliz Dia das Mães para você!

Abraços sustentáveis.

Marcio Zeppelini


“Milho sem fogo não vira pipoca.
Trabalho sem esforço não vira sucesso” 

MARCIO ZEPPELINI

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