Você prefere a braveza ou a doçura?

Por: Marcio Zeppelini
19 Outubro 2016 - 13h55

braveza-docura

O curso de um rio

O viajante caminhava pela estrada quando observou o pequeno rio que nascia tímido por entre as pedras. Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos, o rio foi tomando volume e, bem mais adiante, dividiu-se em dezenas de cachoeiras, num espetáculo de águas cantantes.

A música das águas atraiu o viajante, que foi descendo pelas pedras ao lado de uma das cachoeiras. Ali, finalmente descobriu uma gruta. Com paciência, a natureza criara caprichosas formas. O viajante foi entrando e admirando as rochas gastas pelo tempo.

De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, prêmio Nobel de literatura em 1913.

"Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança e sua canção. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir."


Com braveza é mais difícil

Liderar uma equipe de trabalho, orquestrar um casamento saudável ou educar os filhos requer esforço, dedicação e inteligência. Em qualquer um desses casos, e em muitas outras circunstâncias da vida, haverá fases em que dominamos, e outras em que seremos dominados.

É comum que muitos, ao verem sua soberania ameaçada, gritem, esbravejem, façam escândalo. Tentam, com isso, mostrar que são fortes e onipresentes. Ledo engano.

Os principais líderes - ou ao menos os de sucesso - lidam com seus pupilos de forma harmônica, como numa orquestra. - cito bons exemplos: Henry Ford, Barack Obama, Jorge Lemann.

Então, procure avaliar seu comportamento diante de circunstâncias nas quais você precisa liderar. A doçura e a simplicidade traçam sempre um caminho melhor que a braveza.

Abraços inspiradores - e adocicados.

Marcio Zeppelini

A doçura e a simplicidade traçam sempre
um caminho melhor que a braveza.
Marcio Zeppelini

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