Você costuma trabalhar em "EUquipe"?

Por: Marcio Zeppelini
07 Outubro 2018 - 19h48

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As longas colheres

Um dia, um rei mandou anunciar por toda parte que daria a maior e mais bela festa de seu reino. Toda a corte e todos os amigos do rei foram convidados.

No dia da festa, os convidados, vestidos nos mais ricos trajes, chegaram ao palácio, que resplandecia com todas as suas luzes. Os espetáculos começaram: dançarinos de todos os países, músicos talentosos e artistas circenses davam o colorido da festa. Tudo, até o mínimo detalhe, era só esplendor.

Entretanto, apesar da primorosa organização da festa, os convidados começaram a perceber que uma arte ali não estava representada: a gastronômica. Não se podia encontrar nada para acalmar a fome que todos sentiam.

Pouco a pouco, o mal-estar dos espectadores se transformou numa surda, mas visível, contrariedade. Ninguém, no entanto, ousava elevar a voz diante de um rei tão notável.

Finalmente, quando a situação se tornou insustentável e a fome intolerável, o rei convidou seus hóspedes a passarem para uma sala especial, onde uma refeição os aguardava.

Ninguém se fez esperar. Todos correram em direção ao delicioso aroma de uma sopa que estava num enorme caldeirão no centro da mesa.

Os convidados quiseram se servir, mas grande foi a surpresa ao descobrirem, no caldeirão, enormes colheres de metal, com mais de um metro de comprimento. E nenhum prato, nenhuma tigela, nenhuma colher de formato mais acessível.

Houve tentativas, mas só provocaram gritos de dor e decepção. Os cabos desmesurados não permitiam que o braço levasse à boca a beberagem suculenta, porque não se podiam segurar as escaldantes colheres a não ser por uma pequena haste de madeira em suas extremidades.

Desesperados, todos tentavam comer, sem resultado.

Quando já estavam desistindo, o rei chamou a atenção de todos e, segurando a colher pela haste, levou-a à boca de seu vizinho, que pôde comer confortavelmente.

Não se constrói o sucesso sozinho

Lúcio Gascón, o Tchê, foi o mentor de Ayrton Senna. Zito teve grande influência na carreira de Pelé. Não tem como falar em Xuxa sem pensar no "alicerce" Marlene Mattos. São mentores, pais, professores e, por que não, alunos, discípulos, colaboradores de sua equipe. Onde há sucesso, há mais de uma pessoa envolvida.

Em qualquer empreitada é necessário que se leve em consideração as dominações naturais de cada um, fazendo com que o conjunto delas se transforme em algo que faça a diferença.

Tentar fazer algo sozinho, dar as costas à ajuda dos outros é, sem sombra de dúvidas, um convite ao fracasso.

Por isso, use e abuse das suas habilidades de comunicação, sociabilidade, criatividade e persuasão. Faça com que as pessoas remem junto com você, cada qual trabalhando na sua melhor habilidade, pois isso fará com que todos da equipe ganhem juntos.

Respeite os limites de cada um, mas tire o máximo de proveito das habilidades e competências de sua equipe, sem se esquecer de que a recompensa, quando chegar, deve ser dividida.

Ah sim: o mundo não dá voltas em torno de você. Portanto, sua vontade e sua liberdade terminam na hora que começa a dos outros. Aderindo à campanha deste Carnaval, coloque uma coisa em sua cabeça: NÃO é NÃO!

Pule, baile e festeje bastante - afinal, é Carnaval! Mas com responsabilidade!

Um abraço cheio de confetes e serpentinas!

Marcio Zeppelini

 

Dar as costas à ajuda dos outros
é um convite ao fracasso.
Marcio Zeppelini

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