Você consegue as coisas à força?

Por: Marcio Zeppelini
05 Outubro 2016 - 14h33

tartaruga

A lição da tartaruga

Num domingo fui com meus pais e meus irmãos passar o dia no campo. Corremos e brincamos muito até que, para descansar um pouco, dirigi-me à margem do riacho que corria entre um pequeno bosque e os campos. Ali encontrei uma coisa que parecia uma pedra capaz de andar. Era uma tartaruga. Examinei-a com cuidado e, quando me aproximei mais, o estranho animal encolheu-se e fechou-se dentro de sua casca. Foi o que bastou. Imediatamente decidi que ela devia sair e, tomando um pedaço de galho, comecei a cutucar os orifícios que haviam na carapaça. Mas os meus esforços resultavam vãos, e eu estava ficando, como sempre, impaciente e irritado.

Foi quando meu pai se aproximou de mim. Olhou por um instante o que eu estava fazendo e, em seguida, pondo-se de cócoras junto a mim, disse calmamente: "Meu filho, você está perdendo o seu tempo. Não vai conseguir nada, mesmo que fique um mês cutucando a tartaruga. Não é assim que se faz. Venha comigo e traga o bichinho."

Acompanhei-o. Ele se deteve perto da fogueira acesa e me disse: "Coloque a tartaruga aqui, não muito perto do fogo. Escolha um lugar morno e agradável."

Eu obedeci. Dentro de alguns minutos, sob a ação do leve calor, a tartaruga colocou a cabeça de fora e caminhou tranquilamente em minha direção. Fiquei muito satisfeito e meu pai tornou a se dirigir a mim, observando:

"Filho, as pessoas podem ser comparadas às tartarugas. Ao lidar com elas, procure nunca empregar a força. O calor de um coração generoso pode, às vezes, levá-las a fazer exatamente o que queremos, sem que se aborreçam conosco e até, pelo contrário, com satisfação e espontaneidade".

Use o calor do coração

Para tudo na vida, conseguir algo à base da força vai, no mínimo, deixar alguém em situação inferior, entristecida ou com raiva. O melhor é tentar o consentimento, fazer com que a emoção atinja o coração dos envolvidos e que todos saiam ganhando.

O psicólogo americano Daniel Goleman chama isso de inteligência emocional, que nada mais é do que conseguir identificar as próprias emoções e usá-las a seu favor - seja qual for a emoção.

Nós possuímos quatro emoções básicas: a alegria, a raiva, a tristeza e o medo. Quando conseguimos identificá-las e, mais que isso, dominá-las, usando-as em nosso próprio benefício, ganhamos racionalidade emotiva, proporcionando-nos algumas habilidades como empatia, relacionamento interpessoal, automotivação e controle emocional.

Portanto, nada melhor que usar a sua emoção com sabedoria e calor no coração. Fazer com que as pessoas ao seu redor possam se envolver nesse calor fará com que qualquer desejo seu seja realizado - e todos sairão felizes!

Tenho certeza que neste momento você deve estar tentando convencer alguém de algo, não está? Será que você está usando o melhor do potencial de suas emoções? Ou está tentando fazer com que a decisão seja tomada "goela abaixo"?

Fica a dica!

Abraços e beijos com +calor no coração,

Marcio Zeppelini


Para conseguir algo, não basta usar o cérebro. É necessário usar também o coração.

Marcio Zeppelini

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