O que você faz para melhorar o que está errado?

Por: Marcio Zeppelini
14 Outubro 2015 - 12h06

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A aula de Direito

Primeiro dia de aula, o professor de 'Introdução ao Direito' entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
- Qual é o seu nome?
- Chamo-me Nelson, senhor.
- Saia de minha aula e não volte nunca mais! - gritou o desagradável professor.
Nelson ficou desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala.Todos estavam assustados e indignados, porém, ninguém falou nada.
- Agora sim, vamos começar! Para que servem as leis? - Perguntou o professor.
Os alunos ainda estavam assustados, porém, pouco a pouco, começaram a responder sua pergunta:
- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
- Não! - respondia o professor.
- Para cumpri-las.
- Não!
- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
- Não! Será que ninguém sabe responder esta pergunta?
- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota.
- Até que enfim! É isso, para que haja justiça. E agora, para que serve a justiça?
Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. Porém, seguiam respondendo:
- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor.
- Para diferenciar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem...
- Ok, não está errado. Porém, respondam esta outra pergunta: Agi corretamente ao expulsar o Nelson da sala de aula?
Todos ficaram calados, ninguém respondia.
- Quero uma resposta decidida e unânime!
- Não! - responderam todos a uma só voz.
- Poderia dizer-se, então, que cometi uma injustiça?
- Sim!
- E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais!
E continuou:
- Eu vou buscar o Nelson. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período!

Defenda o seu direito!

Se não defendermos nossos direitos, nossa dignidade se perde, e a dignidade não se negocia. É necessário estar atento àquilo que temos direito e àquilo que somos dignos de ter - seja por direito adquirido, seja por vontade própria, por desejo.

E quando um sonho é reprimido, ou algum direito violado, seja o seu ou o de qualquer pessoa a sua volta, é necessário erguer as mãos e pedir que o seu (o deles, o nosso) direito não seja violado. Seja um direito escrito nas leis, seja nos princípios éticos ou aqueles que estejam escritos no seu coração: o direito de sonhar, de fazer, de ser feliz.

Às vezes cometemos injustiças com nós mesmos, não nos permitindo seguir as leis do coração. Cometemos delitos em nos deixar levar somente pela razão, sem dar a chance de a emoção mostrar o que ela tem a nos contar.

Voltando às leis do Estado, presenciamos diversas transgressões à Constituição Brasileira, aos Códigos Civil, Criminal, etc; aos Direitos Humanos, aos códigos de trânsito, da Criança, do Idoso… enfim… Leis que sabemos que devem ser seguidas - mas o que fazer para que elas sejam seguidas?

Primeiro: segui-las. É um bom começo dar o exemplo.

Depois, ensinar a quem está ao nosso alcance. Filhos, amigos, equipe de trabalho.

Por último, reprimir aqueles que transgridem. Com protestos: uma cara feia, uma chamada de atenção, um xingamento (sem ofensa, claro!) ou simplesmente mostrando como a pessoa deveria agir.

Falando em protestos, prevê-se um sonoro protesto contra o atual governo neste domingo. Você vai? Se achar que há problemas e transgressões políticas no cenário atual, é um bom momento de colocar este texto de hoje em prática.

Abraços sustentáveis,

MARCIO ZEPPELINI

Se não defendermos nossos direitos, nossa dignidade se perde 

Marcio Zeppelini

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