SOS Mata Atlântica lança relatório sobre Mariana

Por: Thaís Iannarelli
17 Dezembro 2015 - 20h58

Foi lançado pela Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a empresa de geotecnologia Arcplan, o relatório sobre o impacto nas áreas naturais da Mata Atlântica, decorrente do rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco na região de Mariana, em Minas Gerais.

Marcia Hirota, diretora-executiva da SOS Mata Atlântica, explica que esta análise teve como base o “Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica”, desenvolvido anualmente por essas organizações que utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto para monitorar remanescentes acima de 3 hectares (ha).

A área analisada abrange os municípios de Mariana, Barra Longa, Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Ponte Nova, todos inseridos nos limites da Mata Atlântica. O estudo constatou que a lama de rejeitos impactou uma área total de 1.775 ha, ou 17 km2, desses municípios, incluindo-se regiões de vegetação nativa ou alteradas por pasto, agricultura e malhas urbanas. A lama removeu um total de 324 ha de áreas de Mata Atlântica, sendo 236 ha de florestas nativas e outros 88 ha de vegetação natural.

O rompimento da barragem de rejeitos afetou um total de 679 km de rios, sendo os 114 km entre a barragem de Bento Rodrigues até a represa da Usina Condonga, e outros 564 km entre a usina e a foz do Rio Doce no oceano, em Linhares, no Espírito Santo.

Mais informações: https://goo.gl/sCGZU3#sthash.64C7fCnj.dpuf

Fonte: Observatório do Terceiro Setor

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