Somos o que comemos

Por: Revista Filantropia
01 Julho 2011 - 00h00

O desenvolvimento tecnológico, iniciado com a agricultura, disparou um processo de consumo dos recursos ambientais e, com isso, de nós mesmos. Consumir, ter e acumular se tornou a nossa forma de existir, uma vez que o homem é capaz de saciar os desejos de sua própria imaginação. Esse é o motor que move o consumo. Atender aos desejos parece ter se tornado uma ordem.

Daí vem a história da industrialização, da produção, do consumo e, consequentemente, da crise ambiental – que nos preocupa, mas que está nos fazendo enxergar nossa ligação com o meio. Atualmente, falar dele é o mesmo que dizer a nosso respeito.
A paisagem é um reflexo do que fizemos de nós mesmos. Territórios foram transformados em ambientes produtivos. Cidades foram construídas para os negócios, não para as pessoas. Tudo corre no tempo dos recursos, não no tempo da vida. A cadeia dos desejos tomou a nossa identidade. E o “ter” passou a gozar de maior prestigio do que o “ser”, como critério de valoração do homem em sociedade. Por isso, a pergunta agora não é como nos livrar da obsessão pelo consumo, mas qual é o significado dela para nós.
Um exemplo disso são as inúmeras disfunções alimentares. Nessa busca de relação homem-mundo, o que se coloca no prato é um reflexo do que se escolhe para si. Hoje, pensar em alimento local, plantio próprio ou a respeito do conhecimento sobre as fontes do que se ingere tornaram-se hábitos de pessoas alternativas. Ideias distantes.
O consumo compulsivo de alimentos acontece não pela comida em si, mas pela sensação de afeto que ela nos traz. Estamos tão carentes disso que vamos consumindo, compulsivamente, a fim de preencher algo que não consegue ser satisfeito com bens, imagem e status, mas com autoconhecimento e troca. No momento em que entendermos essa questão, a obsessão cairá por terra e um despertar saudável para afetos genuínos de si mesmo com o meio acontecerá.
Para esse despertar, um caminho que está virando tendência nas grandes cidades são as hortas urbanas. Por meio delas, a reconexão ocorre primeiro, porque se cultiva o que se está consumindo, o que torna todo o processo mais consciente. Além disso, entende-se o processo do tempo da natureza. Uma horta ensina sobre como lidar com o que, para nós, é espera. Mesmo nos grandes centros urbanos, uma planta ainda segue o tempo da natureza.
Não há desculpa para não se iniciar o cultivo de uma horta em casa (isso inclui apartamentos). Praticamente tudo pode crescer em uma sementeira rasa. A sua profundidade determina com que frequência se deve regar. Pode-se plantar em qualquer espaço. Mesmo porque o nosso objetivo não é o de substituir o espaço de gente por espaço de planta. Mas por que não na cidade, em vez de praças ornamentais, paisagens comestíveis? Em casa, no lugar de prateleiras de bibelôs, latinhas com ervas com as quais, posteriormente, poderemos nos servir?
Ter consciência sobre o próprio alimento ingerido é o mesmo que ter consciência de si. É diminuir a distância que nos separa de afetos, tão fundamentais quanto os alimentos. E, a partir daí, desencadear uma interação mais próxima e responsável com o meio e com nós mesmos.

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