Pessoas...

Por: Marcio Zeppelini
01 Novembro 2003 - 00h00

"Quem ama, constrói ao redor de si uma redoma

e fica estéril à solidão que, durante a vida, vem à tona.

Os lábios podem estar distantes após uma queda ou um corte,

mas o coração e o sentimento estarão unidos na vida e na morte"

(adaptação da peça A Ceia dos Cardeais, 2003)

Ao longo de nossa vida, pessoas passam, pessoas vão. Pessoas ficam e pessoas voltarão.

Pessoas são comuns - pessoa, segundo o dicionário, é a criatura humana, é o homem, a mulher. É a individualidade. É um Ser real ou imaginário a quem se atribui uma ação ou estado.

Observe as pessoas transitando e, olhando nos olhos, tente imaginar o amanhã de cada um. Tente imaginar uma notícia dada a um ente querido - uma notícia que, em sendo alegre canta, em sendo triste chora.

Hoje somos pouco mais de seis bilhões, amanhã dez. Talvez nessa vida não possamos conhecer 0,1% dessa multidão, nem sequer olhá-la nos olhos. Essas pessoas irão passar por você sem serem notadas e, amanhã, podem estar ricas, podem estar alegres, podem estar gripadas, podem estar amando, podem estar presidentes da República, podem estar desempregadas, podem estar mortas.

Existem pessoas que passam por nós sem sequer termos conhecido, mas que influenciam nosso caminho de alguma forma. Ou que de certa forma irão conduzi-lo para um caminho certo por elas terem, um dia, trilhado errado.

O amor às pessoas, o amor à humanidade, fator regente da filantropia, é o amor onipessoal, é o amor absoluto à raça humana - sejam ricos, pobres, negros, brancos, vivos ou mortos. É o amor que temos na continuidade da espécie: mais eqüalizada, mais justa e mais digna.

É a vítima fatal do câncer que motiva pessoas a lutar contra essa patologia, é pela criança espancada que pessoas se unem em defesa da infância. É pela pessoa faminta que pessoas arrecadam alimentos. É pela vítima da violência que pessoas lutam pelo desarmamento. Esse é o combustível do Terceiro Setor.

Boa leitura!

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