O desafio de fazer da educação prioridade nacional

Por: Milú Villela
01 Novembro 2006 - 00h00

          A educação ocupa apenas o sétimo lugar entre as áreas em que o Brasil enfrenta seus mais sérios problemas, na opinião da população. Esse é o principal resultado da pesquisa de opinião realizada pelo Ibope, em julho deste ano, sobre o ensino básico no Brasil.
          Entre os entrevistados, 15% apontaram a educação como a área mais problemática. A saúde, apontada por 43% dos entrevistados, ocupa o primeiro lugar da lista, seguida por empregos (41%), fome e miséria (31%), segurança pública (31%), corrupção (27%) e drogas (24%). O percentual de entrevistados que coloca a educação como prioritária se mantém praticamente inalterado entre os que têm nível de escolaridade até o ensino médio. No entanto, entre os que completaram o ensino superior, 31% acreditam que a educação vem em primeiro lugar.
          Quanto à qualidade da educação básica oferecida às crianças e aos jovens brasileiros, 28% dos entrevistados acreditam que ela é ruim ou péssima. Apenas 25% classificam o ensino como ótimo ou bom, e a maioria (45%) o considera regular. Quase metade das pessoas ouvidas (44%) também acha que a educação está melhorando, mas em ritmo lento – 8% enxergam uma melhora em ritmo acelerado. Na outra extremidade, 20% acreditam que o ensino está piorando. E para 26% ele está igual.
          A pesquisa sobre o ensino básico no Brasil é fruto da parceria entre o Ibope, por meio do Instituto Paulo Montenegro – voltado para o desenvolvimento e a execução de projetos na área de educação –, e o Compromisso Todos Pela Educação. O levantamento foi realizado entre os dias 19 e 24 de julho de 2006.

Compromisso Todos Pela Educação

          Além da constatação de que a educação básica está longe de se constituir uma prioridade no Brasil, sabe-se que a qualidade do aprendizado é muito baixa. Isso se reflete na escolaridade média dos brasileiros com mais de 15 anos, que é de apenas 4,9 anos (contra 8,8 na Argentina e 12,1 nos EUA), e também na distorção idade-série, na evasão e na repetência muito elevadas.
          Diante disso, formou-se em setembro desse ano uma aliança dos esforços da sociedade civil, da iniciativa privada e de gestores públicos com o propósito de efetivar o direito de todas as crianças e jovens à educação pública de qualidade até 2022, bicentenário da Independência do Brasil.
          A vocação do Todos Pela Educação é articular e criar sinergia entre os projetos, programas e políticas de educação, existentes e futuros, com base em cinco metas; dar transparência e divulgação aos diagnósticos e propostas relativos às cinco metas; comunicar a causa, sensibilizar o Brasil, criar o senso de urgência, para fazer da educação a grande paixão nacional; mobilizar sociedade, empresas e mídia para acompanhar, pressionar e apoiar o cumprimento das cinco metas.
          As cinco metas traduzem em objetivos concretos e alcançáveis a preocupação e o foco na educação:
          • Meta 1: Até 2022, toda criança e jovem, de 4 a 17 anos, estará na escola.
          • Meta 2: Até 2022, toda criança de 8 anos saberá ler e escrever.
          • Meta 3: Até 2022, todo aluno aprenderá o que é apropriado para sua série.
          • Meta 4: Até 2022, todo aluno concluirá o ensino fundamental e o médio na idade correta.
          • Meta 5: O investimento na educação básica será garantido e bem gerido.

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