O cidadão e a responsabilidade socioambiental

O conceito de responsabilidade social tem sido, há algum tempo, discutido em sua plenitude pela sociedade mundial e brasileira. Em todo este período, o pensamento, retratado na visão estratégica, investimento social privado e construção de programas/projetos sociais, tem como ponto focal a empresa.

Aos poucos, o mundo corporativo foi tomando conta do tema, irradiando-se nos meandros institucionais. Sensibilizar a alta administração, a governança corporativa, e alicerçar essas iniciativas ao core business, envolvendo o corpo funcional e os stakeholders, são motes e expressões recorrentes que mobilizam as organizações.

Ainda mais quando todas as ações precisam, então, ser formatadas adequadamente, gerando o Relatório Social e o Balanço Social, resguardados sob o olhar do marketing de causa. O conjunto deste envolvimento, no entanto, tem de agora ser questionado.

Novos sinais nos alertam. O efeito estufa, o aquecimento global, o desequilíbrio social são marcas evidentes que mexem com o estado maior do ser humano: sua própria vida! A corporação necessita ser vista, então, como um meio para atingir cada cidadão do mundo, usando da sua força para conscientizar um a um.

Afinal de contas, somos nós que participamos e compomos a sociedade. Somos nós que estamos nas empresas, fazendo-as funcionar. Somos nós, profissionais, que estamos tentando envolver cada vez mais a empresa para este engajamento ético e social.

Portanto, o indivíduo, o cidadão (que somos nós) é o grande agente de transformação do processo. Que não está só nas empresas e, sim, em todos os ambientes em que atua, podendo fazer a diferença pelos seus atos. Nada irá mudar na sociedade se não houver ampla campanha voltada para uma radical mudança do comportamento humano sobre estas questões.

Cidadãos conscientes pela causa social e ambiental, no mundo todo, puxarão a corrente que poderá minimizar todos os males com os quais convivemos hoje, em relação aos problemas ambientais e ao desequilíbrio social. Os veículos de comunicação, que fazem a linha direta de envolvimento com a massa e o coletivo, têm papel fundamental na história futura da sociedade.

Formar “exércitos do bem”, com valores éticos e de consciência da cidadania, é o desafio da humanidade. O universo tem pressa; precisa respirar a sua sobrevida. O universo precisa de nós!

Nada irá mudar na sociedade se não houver ampla campanha voltada para uma radical mudança do comportamento humano sobre estas questões


Lívio Giosa. Vice-presidente da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) e coordenador-geral do Instituto ADVB de Responsabilidade Social (Ires).

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