Instituto Vivo

Por: Elaine Iorio
01 Novembro 2008 - 00h00

O Instituto Vivo (IV) é uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip), administrada com recursos da prestadora de serviços de telecomunicações móveis Vivo. Surgiu em julho de 2004, a partir da constituição da joint venture que opera sob a marca Vivo, sendo a evolução do trabalho socioambiental desenvolvido pelas empresas controladoras da Vivo no Brasil: a Portugal Telecom, por meio do antigo Instituto Brasil Digital (IBD), e a Telefônica Móviles, por intermédio da Fundação Telefônica.

O instituto é o desencadeador de contribuições e fomento para a criação de redes sociais, por meio de três programas: Rede Vivo de Inclusão Social, que apóia e desenvolve projetos de inclusão de jovens com e sem deficiência; Rede Vivo de Voluntariado e Rede Vivo de Gestão Social.

Segundo Karinna Bidermann Forlenza, gerente de responsabilidade socioambiental, o IV é “desencadeador de contribuições e fomento de projetos voltados para a inclusão social e econômica do jovem, principalmente o deficiente visual, enfatizando a educação geradora de oportunidades, trabalho e renda”.

Projetos

O Instituto Vivo realiza projetos em duas áreas: voluntariado e investimento social privado. No primeiro, o IV coordena as ações do programa Rede Vivo Voluntário, que tem como objetivo incentivar os colaboradores a praticarem o voluntariado por meio de atividades com as quais eles se identifiquem, podendo assim participar de outros projetos já desenvolvidos pelo Instituto Vivo, assim como de novas iniciativas da empresa. Cada colaborador pode atuar no seu Estado de acordo com a realidade local e com o que mais gosta de fazer.

Karinna destaca uma iniciativa pioneira do instituto, que é a audiodescrição disponível no Teatro Vivo, em São Paulo. “É a primeira casa de espetáculo do país 100% acessível para todo tipo de deficiência.” Por meio do mesmo sistema usado em traduções simultâneas, são transmitidas informações por audiodescritores voluntários e capacitados para desenvolver a técnica. Em outubro foi lançado outro recurso de inclusão, o novo sistema de Língua Brasileira de Sinais (Libras) teatral, que permite que as pessoas com deficiência auditiva acompanhem a apresentação dos espetáculos.

Até o final do ano passado, o programa Vivo Voluntário produziu mais de 350 mil páginas em braille e 700 horas de audiolivros. No Rio de Janeiro, foram treinados 34 voluntários para serem ledores e, em São Paulo, 19 para revisores de textos e 32 para audiodescrição no Teatro Vivo. Para todas essas atividades, a Vivo conta com 600 funcionários e voluntários e parceria com instituições de todo o país, como a Fundação Dorina Nowill para Cegos, Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual (Laramara), Audioteca Sal & Luz, entre outras.

No caso de investimento social privado, a gerente de responsabilidade socioambiental destaca alguns dos projetos apoiados pela Vivo em 2007: Vida em Movimento, que apresenta 25 vídeos inclusivos para orientar professores de escolas públicas e tem como objetivo incluir todos os alunos com algum tipo de deficiência nas aulas de educação física, além do Livro Vivo – Sensibilização para Inclusão da Pessoa com Deficiência Visual, “uma publicação para ler, ouvir, sentir e cheirar”. Para isso, traz um aparelho de MP3 com os textos e a descrição dos desenhos em áudio, além de aromas e texturas. Já o projeto Ler para Crer, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, permitiu transcrever para o braille livros do acervo das bibliotecas municipais de São Paulo.

Inclusão

Às iniciativas citadas soma-se o Programa de Soluções Inclusivas, que tem como objetivo tornar produtos, serviços, ações e eventos inclusivos para pessoas com deficiência. Alguns deles:

  • A inclusão social nos serviços pré-pagos para os clientes com deficiência visual. Nessa iniciativa, a Vivo oferece a isenção da cobrança para a consulta de saldos de celulares pelo serviço do *5005.
  • O lançamento do Código de Defesa do Consumidor em braille e em audiolivro, uma ação realizada em comemoração ao Dia do Consumidor.
  • A comercialização do aparelho com acessibilidade para deficientes visuais (N73 e E65), celulares fabricados pela Nokia que são compatíveis com a instalação do software Talks, comercializado pela Laramara. O programa funciona como um leitor de tela e permite adaptar produtos eletrônicos às pessoas com deficiência visual. Além disso, ele informa por áudio os pontos de navegação do menu.

O Instituto Vivo também desenvolve ações que tornam eventos acessíveis para pessoas com algum tipo de deficiência. No ano passado, a Vivo patrocinou a exposição “Terra, Vida e Natureza”, da artista plástica Bia Dória, que se tornou acessível com a instalação de placas de identificação em braille ao lado de cada escultura, além da distribuição de folders explicativos em braille em uma parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos.

No âmbito das atividades voltadas ao meio ambiente, desenvolvidas pela gerência de responsabilidade socioambiental da Vivo, está o Programa Vivo Recicle seu Celular, que tem como objetivo a coleta e a reciclagem de aparelhos, baterias e acessórios usados para o descarte adequado. “Neste ano, o projeto recolheu mais de 1 milhão de itens para o descarte adequado”, conta Karinna. O recurso obtido com a ação é revertido para projetos que ajudam a preservar a fauna e a flora brasileiras do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ).

Perspectivas

Ao longo de sua existência, o IV patrocinou diversos projetos e ações que beneficiaram mais de 1 milhão de pessoas. “Por meio do seu foco de atuação e do apoio a novas iniciativas, a organização tem como objetivo beneficiar mais pessoas com deficiência e melhorar a qualidade de vida das mesmas”, anuncia Karinna.

Instituto Vivo
Av. Chucri Zaidan, 860, 5º andar
Morumbi – São Paulo/SP
CEP 04583-110
www.institutovivo.org.br
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