Investimento Social Privado e Voluntariado

Por: Silvia Naccache
04 Julho 2014 - 00h00

Um caminho novo aproxima cada vez mais os investimentos sociais privados do voluntariado. Há pouco mais de uma década, empresas de diferentes setores em todo o mundo têm se preocupado cada vez mais com o legado que deixarão para a sociedade. Esta afirmação pode ser confirmada por meio de um estudo realizado em 2006, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que apontou que aproximadamente 600 mil empresas privadas brasileiras atuavam voluntariamente em projetos sociais voltados à comunidade. A pesquisa é um retrato da ação social realizada voluntariamente pelas empresas, com o foco voltado para doações, atividades ou projetos em diversas áreas. Os resultados são úteis ao governo, às empresas privadas e às instituições da sociedade civil. A edição de 2006 avalia, de forma pioneira, o envolvimento social privado no Brasil, comparando o comportamento dos empreendedores. O conceito utilizado para definir a ação social empresarial é, deliberadamente, amplo: qualquer atividade que as empresas realizam, em caráter voluntário, para o atendimento de comunidades.
Segundo o Grupo de Institutos e Fundações Empresariais (GIFE), investimento social privado é o repasse voluntário de recursos privados, de forma planejada, monitorada e sistemática para projetos sociais, ambientais e culturais de interesse público.
Incluem-se neste universo as ações sociais protagonizadas por empresas, fundações e institutos de origem empresarial ou instituídos por famílias, comunidades ou indivíduos.
Os elementos fundamentais – intrínsecos ao conceito de investimento social privado – que diferenciam essa prática das ações assistencialistas são:
Preocupação com planejamento, monitoramento e avaliação dos projetos;
Estratégia voltada para resultados sustentáveis de impacto e transformação social;
Envolvimento da comunidade no desenvolvimento da ação.
O Investimento Social Privado pode ser alavancado por meio de incentivos fiscais concedidos pelo poder público, e também pela alocação de recursos não-financeiros e intangíveis.
Atualmente, outra forma de fortalecer esse investimento é aliar ao investimento ações de voluntariado empresarial, construindo uma cultura empresarial que possibilite enxergar o papel da empresa dentro da sociedade, humanizando as relações com a comunidade.
Dicas para um investimento social transformador:

  • Que vá além do compensatório;
  • Que não seja algo pontual;
  • Que seja genuíno;
  • Que seja baseado em uma escuta verdadeira das demandas da comunidade;
  • Que seja alinhado aos propósitos e valores da empresa e da comunidade;
  • Que promova ações transformadoras: individual e coletivo (transforma o voluntário envolvido na ação que recebe o investimento e também a comunidade, organização social, causa beneficiada);
  • Que o investimento seja também formador, educador de uma futura autonomia da comunidade e não uma dependência;
  • Que tenha a proposta de construir junto algo relevante para a comunidade: feito em conjunto;
  • Que possa influenciar políticas públicas;
  • Que tenha foco, clareza;
  • Que deixe legado – desenvolvimento local;
  • Que seja bem planejado e organizado e que possa ser avaliado;
  • Que envolva outros atores da Sociedade, da comunidade, que promova um trabalho em rede.

Links: http://www.ipea.gov.br/acaosocial/IMG/pdf/doc-28.pdf
http://projetoscomunitas.org.br/cms/wp-content/files_mf/3.gin2012_finalweb.pdf
http://www.gife.org.br

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