Como Será O Futuro Do Investimento Social Privado?

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21 Janeiro 2017 - 13h54

 Educação e capacitação profissional estão entre os retornos mais considerados pelas empresas, que buscam uma relação de "ganha-ganha"

Em evento promovido pela CDN Comunicação, em 16 de agosto, em São Paulo, que reuniu representantes de fundações como Salvador Arena, Rodobens e Bunge, o futuro do investimento social privado foi debatido e a importância da participação do Segundo Setor no âmbito social das comunidades foi analisada.

O encontro contou com a participação da socióloga Anna Peliano, referência no tema e pesquisadora que coordena a Pesquisa Benchmarking do Investimento Social Corporativo (BISC), conduzida pela Comunitas; de Cláudia Calais, diretora executiva da Fundação Bunge; de Sérgio Loyola, gerente de projetos sociais Fundação Salvador Arena; de Anderson Silva, diretor do Instituto Rodobens; e de Ana Carolina Velasco, gerente de Relacionamento e Articulação do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife).

Papel Do Investimento Social Privado

As organizações da sociedade civil foram criadas com o intuito de preencher lacunas deixadas pelo poder público em sua atuação e, para esse mesmo fim, surgiu o investimento social privado (ISP), que vem ganhando força nos últimos anos.

Segundo o Gife, ISP é o "repasse voluntário de recursos privados de forma planejada, monitorada e sistemática para projetos sociais, ambientais e culturais de interesse público". Nele, estão incluídas as ações sociais protagonizadas por empresas, fundações e institutos de origem empresarial ou instituídos por famílias, comunidades ou indivíduos.

A edição 2015 da Pesquisa Benchmarking Investimento Social Corporativo indicou aumento de 60% dos investimentos sociais realizados por empresas privadas entre os anos de 2007 e 2014. Para essa análise, foram consultadas aproximadamente 300 empresas e 24 fundações.

As empresas que no passado tinham sua atuação social ligada à filantropia, passaram a querer fazer parte da solução dos problemas sociais, ou seja, além de serem socialmente responsáveis, elas passaram a buscar maior aproximação entre a atuação de suas fundações e institutos e seu negócio.

Segundo Anna Peliano, aproximar-se das comunidades, medir os impactos causados por sua atuação e alinhar os projetos sociais ao negócio são as principais mudanças e tendências observadas na pesquisa BISC. "Com as novas mídias, as informações começaram a circular mais rapidamente, deixando as empresas muito mais expostas e as pressões mais difusas. Nesse novo contexto, as empresas foram obrigadas a rever sua atuação social. O setor privado deixou de ser coadjuvante para desejar ser parte da solução dos problemas da sociedade", afirmou a especialista.

Assim, as iniciativas privadas tornaram-se sedentas de proximidade com a população, realizando o chamado "ganha-ganha", no qual elas realizam projetos sociais por meio de seus institutos e ajudam pessoas com necessidades, mas também continuam ganhando renda, empregados qualificados ou alguma coisa em troca.

"É durante as crises que as empresas que praticam o investimento social conseguem dar grandes saltos, pois elas contribuem com as parcelas mais vulneráveis da população, ajudam a qualificar profissionais e a criar empregos", ressaltou Cláudia Calais, da Fundação Bunge.

Educação

O levantamento coordenado pela Comunitas apontou ainda que 69% das empresas do Brasil desenvolvem algum tipo de ação social, mas que também buscam mais profissionalização de suas equipes e inovação nas gestões desses projetos.

A área de Educação, de acordo com o relatório, permaneceu como a grande área de investimento dos institutos e fundações – quase R$ 900 milhões foram investidos em 2014 –, devido aos grandes índices de analfabetismo e de desemprego. Cursos de capacitação profissional, oficinas, cursos financeiros e de negócios são as alternativas mais comuns de investimento das grandes companhias.

Geralmente, os cursos disponibilizados pelos institutos e fundações das empresas são voltados a pessoas desempregadas ou de baixa renda. Ajudando esse público, os benefícios são multiplicados para ambas as partes, tanto para o novo estudante, que pode se tornar um futuro empregado da companhia, quanto para a empresa, que além de melhorar sua imagem, pode receber novos funcionários bem preparados por meio de sua própria organização social.

Para Cláudia, da Bunge, esse alinhamento entre negócio e investimento social faz parte de uma mudança de postura das empresas, que hoje enxergam as tecnologias sociais como um recurso essencial para atuação no mercado.

Parcerias

Anna Peliano destacou que, para que uma empresa possa mostrar a credibilidade de seus projetos e ser exemplo de confiança para a população, é aconselhável que ela tenha boas parcerias com o Terceiro Setor. Além disso, ela recomendou que a organização conte com o apoio de uma mídia social bem estruturada e mantenha relação direta com as comunidades.

Todas as companhias que investem em projetos sociais têm relação/parcerias com entidades sem fins lucrativos. "Se essas organizações são reconhecidas pelo seu trabalho e têm credibilidade, o investimento da empresa é confiável e real", ela concluiu.

Voluntariado Empresarial

De acordo com o relatório 2015, os programas de voluntariado empresarial, embora tenham sofrido redução de investimentos, registraram crescimento de 15% nas empresas.

Para Anna, "esse aumento deveu-se ao fato de as pessoas terem voltado a se engajar em causas, além da necessidade cada vez maior de as empresas se relacionarem com o entorno".

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