Carlinhos Brown

Por: Juliana Fernandes
01 Julho 2012 - 00h00

Cantor, compositor, produtor e incentivador musical. Este é Carlinhos Brown, um dos artistas mais criativos do nosso país. Mesmo com tantos talentos, o músico – que nasceu no bairro de Candeal Pequeno, periferia de Salvador (Bahia) – ainda se destaca por sua atuação no Terceiro Setor, especialmente por seu trabalho desenvolvido na Associação Pracatum Ação Social (APAS), que realiza ações fundamentadas no tripé “educação e cultura, mobilização social e urbanização”.
A iniciativa converteu o bairro onde Carlinhos nasceu em um modelo de desenvolvimento comunitário a ser seguido, e conquistou merecido reconhecimento nacional e internacional através de vários prêmios. Em entrevista à Revista Filantropia, Brown revela detalhes dessa experiência e sua preocupação com o desenvolvimento do Brasil.

Revista Filantropia: Em 1994, você fundou a Associação Pracatum Ação Social (APAS), que tem por objetivo a melhoria da qualidade de vida dos moradores do bairro do Candeal, em Salvador, por meio do desenvolvimento comunitário e de programas educacionais e culturais. Conte um pouco sobre a iniciativa e como surgiu a ideia do projeto.
Carlinhos Brown:
Pracatum surgiu por uma necessidade de dar condições à comunidade do Candeal, onde eu cresci, de se desenvolver por meio de seus próprios talentos e competências. Como outros locais do Brasil, o bairro sempre teve dificuldades nas áreas de educação, saúde, saneamento, e foi isso que procuramos ajudar a melhorar.

RF: No Candeal, você também implementou o projeto “Tá Rebocado”, de urbanização e saneamento do bairro, que recebeu, em 2002, o Certificado de Melhores Práticas do Programa de Assentamentos Humanos das Nações Unidas/UN-Habitat. Como foi receber este reconhecimento?
CB:
O reconhecimento é um reflexo do trabalho. O que me dá mais orgulho é saber que as pessoas transformaram suas vidas por meio de seus próprios esforços e com uma pequena colaboração da nossa parte. Isso é o que me deixa satisfeito.

RF: É admirável o reconhecimento do seu trabalho na esfera social. Você já recebeu, por exemplo, a Ordem do Mérito Cultural (pelos serviços prestados à cultura brasileira), o Prêmio Unesco (pelo trabalho da APAS), além de ser nomeado Mensageiro da Verdade (para conscientizar a opinião pública internacional sobre a importância de se alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio). Você tinha ideia de que poderia conquistar todos esses méritos com esta atuação?
CB:
Os projetos sociais não são mérito nenhum para mim, e sim uma forma de gratidão, de retribuir tudo que consegui. Minha melhor formação foi a vida. Apesar de não ter tido a oportunidade de uma educação formal de qualidade, nunca desprezei as chances de aprender. E aprendo até hoje, com tudo e com todos com quem me relaciono. É importante extrair sempre o que há de melhor em todas as oportunidades.

RF: Sua preocupação com o desenvolvimento do país já influenciou a formação de mais de 5 mil percussionistas, que hoje se destacam tocando pelo Brasil e pelo mundo. Você diria que a música o aproximou mais das questões sociais ou esse engajamento já é algo anterior à carreira artística?
CB:
A música sempre fez parte da minha vida e me trouxe muitas chances. Nada mais justo que dividir isso com os outros para que cada um pudesse (e possa) ter condições de criar e conquistar o que eu conquistei. E temos conseguido bons resultados.

RF: Você participa diretamente de vários projetos e programas sociais que modificam a vida de muitas pessoas. Há alguma causa/iniciativa que você gostaria de estar engajado, mas ainda não teve oportunidade?
CB:
É bom saber que as pessoas transformaram suas vidas por meio de seus próprios esforços e com uma pequena colaboração da nossa parte. Isso é o que me deixa satisfeito. Existem sempre outras oportunidades de se engajar, mas acredito que cada um deve fazer a sua parte – e tudo começa dentro da sua própria casa e na consciência. Temos hoje uma questão urgente que são as mudanças climáticas no mundo, por exemplo. Separar o lixo, não jogar nada pela janela do carro, não desperdiçar água, enfim, há coisas que podem ser feitas. Basta que cada um assuma isso.

RF: Em 2009, você levou para o carnaval de Salvador um “debate” sobre as mudanças climáticas. Para representar esteticamente o assunto, desfilou pelo circuito com um trio que trazia uma baleia jubarte, feita em garrafa PET, e a réplica de um urso polar. Qual a importância de se discutir temas como esse em grandes eventos?
CB:
É sempre importante discutir esse tema. Temos que trazê-lo para o nosso dia a dia e incorporá-lo à nossa rotina. É preciso ter sempre a noção da realidade e da responsabilidade consigo mesmo e com o mundo, para poder propor (e ser) a mudança que se quer no mundo. Quanto mais pessoas conhecem os projetos, mais as chances delas levarem a experiência para implantar em outros lugares e, de fato, mudarem suas realidades.

RF: Muitos artistas têm atuado na área política. Recentemente, tivemos a participação do Gilberto Gil – como ministro da cultura –, durante o governo Lula. Você já teve vontade de se candidatar a algum cargo público?
CB:
Nós precisamos assumir responsabilidades e fazer tudo o que está ao nosso alcance. O meu trabalho, porém, é a música. É através dela que vivo. É importante, não só para a minha família, mas para a minha alma.

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