Autonomia para colaboradores voluntários

Por: Revista Filantropia
01 Setembro 2009 - 00h00

A exemplo do que vem acontecendo em todo o mundo, muitas empresas no Brasil estão implementando programas de voluntariado empresarial, incentivando o engajamento social de seus colaboradores e um maior envolvimento com a comunidade. São inegáveis os benefícios desse tipo de ação, tanto para o funcionário que atua como voluntário quanto para a comunidade e a empresa envolvidas no processo. Contudo, ao formatar e desenvolver programas de voluntariado empresarial, as expectativas das empresas podem entrar em conflito com as dos colaboradores.

Isso porque uma das premissas para o bom funcionamento de um programa desse tipo é a autonomia dos colaboradores. São eles que determinam se desejam participar das ações e são eles que, tomados por um impulso solidário e cidadão, envolvem-se em ações voluntárias. Assim, o papel da empresa é incentivar e dar condições aos funcionários para que possam se realizar como voluntários e cidadãos.

Um exemplo de empresa que incentiva seus funcionários a serem voluntários e respeita a autonomia deles é a Itaipu Binacional. O programa chama-se Força Voluntária e conta com a consultoria do Centro de Ação Voluntária de Curitiba (CAV), ONG especializada na promoção do voluntariado transformador. Nos quatro anos de existência do programa, a Itaipu envolveu colaboradores que atuam voluntariamente em atividades sociais em Curitiba e Foz do Iguaçu. Como parte do estímulo fornecido, a Itaipu incentiva a participação dos funcionários, permitindo que eles se reúnam durante o expediente, além de oferecer o apoio logístico necessário para as atividades dos grupos.

As ações do Força Voluntária são exercidas livremente pelos colaboradores, fora do horário de trabalho, em organizações, projetos e/ou programas sociais, respeitando a lei nº 9.608/98 (Lei do Serviço Voluntário), que recomenda a assinatura do termo de adesão entre o voluntário e a organização onde está sendo desenvolvida a ação.

Além disso, o Programa Força Voluntária premia o envolvimento de seus colaboradores com o voluntariado por meio do banco de projetos. Os voluntários inscrevem projetos das instituições sociais onde atuam e a empresa apoia financeiramente os que forem aprovados por uma comissão formada também por voluntários, servindo como estímulo. Thiago Baise, consultor em voluntariado empresarial do CAV, reconhece que esse modelo atende tanto a empresa quanto os voluntários. “Essa é a base do voluntariado empresarial, em que o voluntário escolhe qual é a atividade voluntária que mais o envolve, em qualquer área, e a empresa respeita a escolha, apoiando financeiramente ou com a infraestrutura. Deste modo, todos ganham: a comunidade, os voluntários e a empresa”, explica Thiago.

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