As gerações X, Y e Z no trabalho voluntário

Por: Revista Filantropia
01 Março 2012 - 00h00
Um dos assuntos mais debatidos na área de gestão de pessoas é a evolução das gerações, suas características e como lidar com cada uma no ambiente de trabalho. Nos programas de voluntariado não é diferente: a mistura entre a experiência de quem já realiza há muito tempo e o oxigênio de quem está chegando com um novo jeito de olhar o mundo enriquece e agrega um valor imensurável às organizações.
As gerações ganharam nomes, foram descritas por suas características e aspectos pessoais de acordo com sua época. A proposta aqui não é generalizar os comportamentos de que um é jovem e outro é idoso, mas sim entender as características segundo o momento histórico de cada indivíduo. Mas, como é entender essa nova forma de classifcar as gerações e como isso pode contribuir para mais sucesso na gestão dos programas de voluntariado?
Começando na década de 1930-1940, temos a chamada geração Baby Boomer. Os nascidos nesse período têm como principal característica a disciplina e a paciência. Essa geração foi seguida pela geração X, que criou uma ruptura com tudo o que já existia. São os nascidos entre 1950 e 1970. Chegaram para reivindicar, revolucionar, lutar por igualdades civis e cidadania. Essa geração se caracteriza pela lealdade e pela busca de competência e excelência.
Chegamos, então, à geração do milênio, a geração Y: os nascidos entre 1980 e 2000 que, desde cedo, já estavam conectados à internet, cheios de conhecimento tecnológico em meio à globalização, em que tudo é acelerado. Esses indivíduos trazem um desejo enorme de se divertir, de fazer do trabalho um espaço agradável e descontraído. O mundo para eles não tem fronteiras, e estão em aprendizado contínuo.
Temos ainda a geração Z, formada por indivíduos constantemente conectados por meio de dispositivos portáteis e preocupados com o meio ambiente. Essa geração não tem data definida: seus integrantes podem ser da geração Y, já que a maioria dos autores afirma que o nascimento das pessoas da geração Z se deu entre 1990 e 2009.
Ao todo, 2,9 mil jovens entre 18 e 24 anos, das gerações Y e Z, responderam à pesquisa Sonho Brasileiro, aplicada em 173 cidades de 23 Estados do Brasil nos últimos meses. O resultado mostrou que o jovem de hoje não é individualista: 74% deles disseram estar preocupados em fazer algo pelo coletivo no dia a dia. Ou seja, melhorar e transformar o mundo em que vivemos.
Acontece que esse jovem quer fazer isso sem deixar de ganhar o seu próprio dinheiro, sem abrir mão de sua independência financeira. A conclusão é que, hoje, o ideal para o jovem é conciliar trabalho e transformação social.
Essa mistura de gerações está mudando o mundo! A proposta de entender cada uma delas, e de ouvir o que elas têm a dizer, possibilita mais compreensão e menos conflito, sem críticas nem julgamentos. O gestor dos programas de voluntariado deve estar atento às características de cada uma para trazer à tona o que têm de melhor: em outras palavras, a fidelização da geração X associada ao forte desejo de transformar das gerações Y e Z. Gerações marcam um modo de ser e não envelhecem jamais!
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