A paixão pela bola, a paixão pelo social

Por: Conselho Editorial
01 Maio 2005 - 00h00

Não é de hoje que o futebol movimenta corações de jogadores e torcedores pela prática do bem. Diversos são os relatos de craques da bola encampando práticas sociais na região onde nasceram e foram criados.

A maioria proveniente de regiões pobres e periferias de grandes cidades brasileiras, nossos jogadores sentem a necessidade de reverter parte dos milhões de dólares recebidos com os altos salários àqueles que ainda jogam no mesmo “Maracampinho” de terra batida em que eles mesmos brincaram durante a infância.

Leonardo e Raí não foram os precursores da filantropia no mundo esportivo, mas são, sem dúvida, os idealizadores de uma das mais bem sucedidas obras sociais realizadas por jogadores ou ex-jogadores: a Fundação Gol de Letra. Cafu também ajuda nessa goleada – cerca de 340 crianças atendidas por dia na fundação que leva seu nome.

E esse time de “craques do bem” tem uma vasta escalação: Ricardinho, Marcelinho Carioca, Dunga, Gilmar, Roberto Carlos, Tafarell, Ronaldinho e muitos outros bons de bola que se mostram também “bons de coração”.

A estreita relação das ONGs com o universo do futebol tem como um bom exemplo a Aldeias Infantis SOS. A entidade está participando de jogos de eliminatória para promover uma campanha, que terá seu ponto alto na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.

A ação beneficente batizada de 6 Aldeias para 2006, em parceria com a Fifa, tem como objetivo arrecadar doações para a construção de seis novas Aldeias Infantis em vários países, entre eles o Brasil. A nova Aldeia brasileira já tem até endereço (Igarassu, Grande Recife/PE) e embaixador: Juninho Pernambucano, um dos ídolos do futebol no Brasil e na França.

Há quem marque gols contra também, creditando o próprio nome, por ser um ídolo do futebol, em campanha de falsa responsabilidade social para angariar novos clientes a seu patrocinador.

Mas no país do futebol, onde meninos e meninas crescem com o sonho de fazer parte do mundo da bola, é possível transformar o desejo de ver esse grande estádio, de 180 milhões de brasileiros, livre de injustiças sociais, fome, pobreza e violência.

E os “donos da bola” estão dando conta do recado, dentro e fora de campo.

Parabéns, atletas brasileiros, pela iniciativa e exemplo!

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