A contrapartida da empresa

Por: Revista Filantropia
01 Março 2010 - 00h00

Para promover um programa empresarial de voluntariado é necessário que haja dedicação da empresa. Isso porque sem investimento de profissionais, comunicação, capacitação, tempo e dinheiro, a iniciativa não decola. O programa empresarial de voluntariado é o apoio formal da empresa à prática voluntária de seus colaboradores. Apoiar requer um planejamento adequado.

Geralmente as empresas definem no começo do programa qual será seu papel de apoiador. Existem algumas possibilidades: a liberaração da infraestrutura da empresa (salas e materiais multimídia), doação financeira para ONGs, contratação de consultoria ou de capacitações. Cada empresa dá sua contrapartida ao programa de acordo com sua cultura organizacional.

Um exemplo realizado em Curitiba pela empresa ExxonMobil inovou em termos de voluntariado empresarial no Brasil. Com os exemplos de programas realizados na empresa em outras partes do mundo, a ExxonMobil criou o Volunteer Involviment Program (VIP) que, por meio de uma parceria com o Centro de Ação Voluntária de Curitiba (CAV), incentiva a prática do voluntariado entre seus colaboradores e, em contrapartida, faz doações para as ONGs nas quais colaboradores e familiares da empresa realizam atividades voluntárias.

O VIP tem um site específico no qual o funcionário ou colaborador da empresa pode encontrar vagas de trabalho voluntário. Após realizar 20 horas de voluntariado, o participante preenche um formulário com dados sobre a instituição beneficiada e sua atuação. Após a verificação do CAV, a empresa doa para a ONG uma quantia financeira específica, de forma a estimular o trabalho voluntário. O programa tem um regulamento próprio para organizar as doações que define regras, procedimentos e número de pedidos de doação por voluntário.

Após seis meses, os resultados do programa já são visíveis para todos os envolvidos. Os voluntários se sentem motivados para colaborar, as instituições recebem mais voluntários e também encontram uma nova forma de mobilização de recursos financeiros. A empresa faz investimento social privado e se beneficia com a humanização e novas habilidades de seus colaboradores.

Este é um exemplo estruturado de contrapartida em um programa empresarial de voluntariado que também colabora com o desenvolvimento do Terceiro Setor na cidade.

As formas e estratégias da contrapartida de uma empresa podem ser as mais variadas; o importante é respeitar a cultura da empresa, dos colaboradores e da comunidade local, buscando em todas elas aumentar o impacto social das ações voluntárias e do investimento financeiro.

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