Aplicativos móveis

Por: Fernando Lemos
04 Julho 2014 - 17h17

Um mar de oportunidades para o Terceiro Setor

A captação de recursos é, sem dúvida, uma das maiores preocupações dos gestores e colaboradores que atuam no Terceiro Setor. Para ter sucesso nessa iniciativa, assim como em tudo o que envolve a área de negócios propriamente dita, é muito importante compreender o que acontece do outro lado, ou seja, participar do universo e do dia a dia de um cliente, de um doador ou patrocinador em potencial.

aplicativos moveis

As tecnologias cada vez mais estão presentes no cotidiano das pessoas e das corporações, de diversas maneiras. Hoje em dia, entre várias possibilidades que a tecnologia nos traz, uma frente que se destaca muito é a dos aplicativos móveis, que atendem a demanda de milhões de usuários de smartphones, tablets e diversos dispositivos que incorporam aplicações às suas funcionalidades.

Por isso, se você atua na área social, é muito importante conhecer essa realidade e entender as inúmeras oportunidades que se abrem com essa nova frente tecnológica. Os números são fantásticos. No final de 2013, os smartphones ultrapassaram a barreira de 1 bilhão de dispositivos vendidos em todo o mundo. Os tablets, com custos cada vez mais baixos, estão inundando as corporações no suporte gerencial e funcional, assim como chegam muito rapidamente às universidades, escolas, alunos e pessoas de modo geral.

Atendem necessidades profissionais e pessoais com uma proposta de conexão quase que instantânea e constante à Internet. As informações estão disponíveis e há possibilidade de comunicação 24 horas por dia. Acesso a e-mails e mensagens de modo geral, consultas e mesmo entretenimento, além dos milhares de aplicações e utilitários que surgem a cada dia, garantem a adoção crescente entre as pessoas. E o mais importante: independentemente de idade, cultura e até mesmo classe social.

Hoje, são desenvolvidos aplicativos móveis para várias frentes e segmentos: educacionais, institucionais, e-commerce, científicos, acesso à informação, jogos, entretenimento em geral, pessoais, profissionais, e uma infinidade de setores que podem fazer desta mais uma frente de comunicação, e que em pouco tempo deve se transformar na mais importante. Este movimento é tão forte que já há dois anos tem desencadeado uma queda substancial nas vendas de desktops, notebooks e mesmo netbooks, fazendo com que os principais players do mercado repensem suas estratégias, não apenas de vendas, mas de produto.

Após vencer a barreira de aproximar as pessoas dos computadores, agora, com os aplicativos móveis, a tecnologia tenta aproximá-las dos gadgets, ou dispositivos tecnológicos, com o desafio de estar presente em quase todos os momentos. Vivemos em uma era de mobilidade tecnológica, na qual os sistemas operacionais embarcados em telefones celulares inteligentes e dispositivos diversos permitem que sejam desenvolvidas inúmeras possibilidades.

Por isso é tão importante que o Terceiro Setor esteja presente e desfrute os benefícios dessa nova onda. De olho nesse mercado, os principais provedores de sistemas para smartphones, Apple (iOS) e Google (Android), abriram seus mercados em 2008 para possibilitar a distribuição direta de aplicativos móveis, com a APPStore e a GooglePlay, respectivamente. O sucesso foi tanto que ambos, com menos de um ano de existência, já contabilizavam mais de 1 bilhão de downloads de aplicativos, entre pagos e gratuitos. O impacto foi ainda maior em 2010, com o lançamento do iPAD pela Apple. Isso porque renovou um conceito anterior de “tablets”, em princípio sem expressão, mas que dessa vez atingiu pessoas que já se acostumavam com a mobilidade, e a partir daí, transformou-se em um grande sucesso.

Os aplicativos móveis trazem a facilidade da implementação simples associada à qualidade e à velocidade na obtenção da informação. Por isso é importante levar também o Terceiro Setor para esse universo. Uma tecnologia que aproxima cada vez mais pessoas, profissionais, corporações e instituições. Integra, segmenta, comunica e massifica, com a mesma força.

Os gestores das instituições sociais têm aqui um excelente campo de atuação… e, claro, de prospecção e captação. É importante possuir um aplicativo que ajude a explorar sua causa para fins institucionais, no qual não se monetize, diretamente, mas que atinja uma infinidade de pessoas.

Para desenvolver o seu “app” (como são comumente chamados os aplicativos móveis), é importante considerar o mercado alvo, assim como as plataformas em que ele deve rodar. O iOS (Apple) e o Android (Google) são os campeões. Juntos, detêm mais de 90% do mercado mundial. Porém, quando o interesse é captação, é importante considerar também o perfil dos usuários dessas plataformas.

Uma análise da International Data Corporation (IDC) sobre o terceiro trimestre de 2013 mostra que o sistema Android já está presente em 81% dos smartphones. Enquanto isso, o iOS, que é mais lucrativo, porém, tem crescimento mais lento, está em 13% dos dispositivos.

Analistas do setor apontam que em três anos teremos por volta de 44 a 45 bilhões de downloads de aplicativos móveis. As mensagens através dos aplicativos deve superar o volume das mensagens tradicionais, com mensagens de texto. Ou seja… o aplicativo falando com a pessoa.
Mais de 70% dos usuários de smartphones terão instalados e utilizarão aplicativos relacionados a marcas empresariais, e por volta de 60% das empresas terão desenvolvido o seu próprio app.

Por isso tudo, instituições que atuam no Terceiro Setor têm aqui um mar de oportunidades. Desenvolver o seu próprio aplicativo e divulgá-lo é de grande importância. Uma forma de comunicação direta pela qual é possível destacar suas campanhas falando diretamente com os usuários, elementos de influência, e potenciais doadores e patrocinadores. É uma ferramenta interessante para divulgar campanhas, ações e movimentos de captação de recursos.

Não se sabe exatamente onde os possíveis doadores e stakeholders estão. Mas, com certeza, a tecnologia dos aplicativos móveis, de alguma maneira, já faz parte das suas vidas. Com uma tecnologia tão interessante e um mercado tão amplo, não dá para o Terceiro setor ficar de fora.