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Você dá liberdade a quem você ama?

Por: Marcio Zeppelini
16 Outubro 2017 - 17h50

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Os porcos-espinhos

Durante uma era glacial, muito remota, quando o globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil.

Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, a juntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro. E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso. Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. E afastaram-se, feridos, magoados, sofridos.

Dispersaram-se por não suportarem por mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito…….

Mas, essa não foi a melhor solução: afastados, separados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram, voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos. Assim, aprendendo a amar, resistiram à longa era glacial. Sobreviveram.

Juntos, mas independentes

Uma das principais causas de divórcio na atualidade é a falta de individualidade - que cada um deve ter. Desde que nascemos, temos nossa própria forma de viver que, apesar de ser parecida com a de todos os demais, tem suas particularidades, suas crendices e suas manias. Queremos viver junto aos outros, mas com a nossa forma e jeito de curtir a vida.

Fato é que, por muitas vezes, essa nossa individualidade pode até ser um espinho àqueles que nos amam e estão ao nosso lado. É o momento de ceder, de adaptar, mudar a intensidade ou até mesmo refletir se aquilo é necessário para a sua felicidade. Neste momento, devemos ter em mente que a nossa felicidade só existe se os demais em nossa volta também estiverem felizes.

Apesar de as palavras serem parecidas, veja que individualidade é diferente de individualismo, mas estão correlacionadas. Individualismo está ligado a um ser egoísta, egocêntrico. É uma pessoa que vive exclusivamente para si.

Já a individualidade é o que faz uma pessoa ser única. É sua personalidade, sua forma de enxergar o mundo.

Portanto, respeitar a individualidade é, antes de tudo, banir o individualismo de sua vida.

Para que um conjunto de pessoas - seja uma família, uma equipe de trabalho, um time de qualquer esporte - tenha êxito em suas ações e uma sensação de felicidade constante, é preciso que cada um dos integrantes respeitem a individualidade de todos, dando espaço à forma de pensar e agir de cada um, sem dar margem ao individualismo.

Viva do seu jeito, respeitando a maneira de cada um viver.

Que você tenha um feliz final de semana, curtindo a vida de seu jeito, respeitando o jeito de viver de quem você ama!

Beijos inspiradores, Abraços transformadores!
Marcio Zeppelini


Respeitar a individualidade
é banir o individualismo.
Marcio Zeppelini

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