O que ainda lhe falta aprender?

Por: Marcio Zeppelini
06 Outubro 2017 - 13h16

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As duas metades da vida

Um velho pescador, orgulhoso dono de um barco, levou um executivo, diretor de uma grande empresa, para um passeio.

O executivo descansava, olhando as nuvens, quando perguntou:

- Pescador, que tempo teremos hoje?

O velho verificou a direção do vento, olhou para o sol, franziu a testa e respondeu:
- Oxi... quer saber? Acho que nós vai ter uma tempestade das braba!

Escandalizado com tal resposta, o executivo fez uma careta e reclamou:
- O senhor nunca aprendeu gramática? Não é "nós vai ter", é "nós teremos".
- E o que me importa a gramática? -  perguntou o pescador, com um encolher de ombros.
- O senhor não sabe gramática, não tem o dom das letras e da comunicação correta. Isso significa que metade da sua vida está perdida. - disse o executivo.

Conforme o pescador havia predito, nuvens escuras surgiram no horizonte, uma ventania forte agitou as ondas e o barco era chacoalhado como uma casca de noz. As ondas encheram o barco com montes de água.

- O senhor sabe nadar? - perguntou o pescador ao executivo.
- Não sei não... porque eu deveria eu aprender a nadar? Estou num barco...
- Pois neste caso sua vida inteira está perdida, porque nosso barco está afundando!

Adaptado do livro "O Mercador e o Papagaio" (Peseschkian N)

Aprimore-se sempre

É comum que pessoas bem-sucedidas - em especial profissionalmente - questionem o grau de sabedoria ou de habilidade de outros baseando-se na sua experiência. Além de ser um exercício de autoestima, é uma excelente forma de fortalecer sua segurança pessoal a fim de continuar crescendo, baseando-se em suas convicções. Agir assim não está errado se essa pessoa não usar isso com o propósito de prejulgar as pessoas e o seu (in)sucesso.

Cada experiência tem sua personalidade, cada cenário se constrói com base nos recursos tangíveis e intangíveis que se tem à volta. É como colocar um chef renomado de cozinha numa ilha semi-deserta e pedir que ele crie um prato delicioso. Bem provável que o nativo da ilha faça alguma iguaria bem mais saborosa.

Por outro lado, deve-se ter ouvidos atentos. Assim como o pescador, na história acima, não deveria descartar a possibilidade de aprender a se comunicar melhor, o empresário jamais deveria desdenhar do conhecimento obtido com a prática, com o feeling e, principalmente, com o instinto de sobrevivência, que tiveram notório poder transformador na vida do pescador.

Não se trata de limitações, mas de condições diferentes de se empreender algo, de se conquistar algum patamar de sucesso, seja lá qual for a sua necessidade. Para sobreviver, muitas vezes, é necessário saber "falar bem". Em outros casos, "nadar bem" fará muito mais sentido.

Então, nunca deixe de aprender com as pessoas, não importando em que status social ou econômico ela esteja. Julgue apenas pela quantidade de experiências que essa pessoa passou na vida e o que ela tem de bagagem acumulada - o que, normalmente, explica a decisão do caminho trilhado por aquela pessoa.

Experiência e conhecimento nunca são demais. Acumule-os!

Beijos transformadores, Abraços inspiradores!
Marcio Zeppelini

 

Para sobreviver, muitas vezes, é necessário saber "falar bem".
Em outros casos, "nadar bem" fará muito mais sentido.
Marcio Zeppelini

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