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O que você tem já é o suficiente para você?

Por: Marcio Zeppelini
15 Outubro 2017 - 13h47

A história da vaquinha

Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo quando avistou, ao longe, um pequeno sítio. Resolveu fazer uma breve visita.

Chegando lá, constatou a pobreza do lugar - sem calçamento, casa de madeira e os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas. Aproximou-se do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou:

- Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho... como o senhor e a sua família sobrevivem aqui? - Perguntou o mestre.

- Nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias - respondeu o velho. Uma parte do leite nós consumimos, e a outra trocamos na cidade por outros alimentos... assim vamos sobrevivendo - completou.

O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:

- Aprendiz: pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo.

O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato de a vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família. Mas, como percebeu o silêncio absoluto de seu mestre, foi cumprir a ordem.

Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos. Um belo dia, ele resolveu largar tudo o que havia aprendido para voltar àquele mesmo lugar, e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.

Quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com arvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado, imaginando que aquela humilde família tivera de vender o sítio para sobreviver. Apertou o passo e, chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos.

- Continuam morando aqui - respondeu o caseiro.

Espantado, ele entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre.

- Como o senhor melhorou este sítio e está assim, tão bem de vida? - Perguntou o disípulo/
- Lembra-se da vaquinha que nós tínhamos? - Indagou o pai da família.
- Sim, claro...
- Pois então... Ela caiu no precipício e morreu. Daí em diante, tivemos que fazer outras atividades para sobreviver e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. Primeiro, fizemos uma horta, plantamos algumas árvores e começamos a criar galinhas. Enquanto a minha esposa cuidava do sítio, eu montei uma barraca na cidade para vender os produtos. O sucesso foi tanto que dois anos se passaram e abri uma quitanda. Hoje, já estou abrindo nosso segundo mercado.

Qual é a sua vaquinha?

Muitas vezes, nos acomodamos em uma situação confortável - seja um emprego, uma residência ou um casamento. Não estamos felizes ali, mas continuamos diariamente mantendo aquela situação, reclamando da vida e nada fazendo para que aquele "mundinho" em que vivemos seja mais parecido com o que sonhamos.

Cultivamos nossa "vaquinha" pois temos medo de que, sem ela, não sobrevivamos. Mas ficamos cegos às oportunidades, pois a "vaquinha" tampa nossa visão. Essa situação, chamada pela PNL (Programação Neurolinguística) de "Zona de Conforto" é mais comum do que imaginamos. Acontece à nossa volta a todo instante... e pode estar acontecendo com você.

Conhece alguém que, infeliz com seu emprego, reclama diariamente da vida, dizendo que "um dia" vai ser dono de seu próprio nariz?
Conhece algum empresário ou comerciante frustrado que, vira e mexe, reclama que "um dia" vai largar tudo e mudar de área?
Conhece alguém que briga o tempo todo com seu marido ou esposa, mas não admite pensar em divórcio e acha que "um dia" vai melhorar?
E aquele sujeito que critica tudo em sua cidade e não para de dizer que "um dia" vai se mudar pro interior? Conhece?

Acontece que "um dia" não existe em nenhum calendário.

Por serem atitudes difíceis de serem tomadas, é necessário refletir bem, pesar prós e contras e estabelecer metas em médio e longo prazo para essas mudanças. Por exemplo: "em 2019, abrirei minha agência de publicidade". Ou: "Daqui 5 anos, mudarei para a cidade de Tatuí, onde meus pais nasceram". Perceba que o objetivo é específico e temporal.

Mas não basta estabelecer a meta e esquecê-la num canto. Diariamente, pesquise sobre a nova vida que terá a partir de então. Visite websites, converse com pessoas, faça cursos e visitas que o façam refletir sobre os impactos que aquela mudança exercerá em sua vida.

Só assim você poderá ter mais certeza de que está fazendo a coisa certa.

E mais: não tenha medo de fazer a escolha errada. É melhor vivenciar um erro do que viver sem ter tentado fazer o certo.

Abraços inspiradores, beijos cheios de atitude!
Marcio Zeppelini

É melhor vivenciar um erro do que
viver sem ter tentado fazer o certo.

Marcio Zeppelini

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