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Editorial

01 Outubro 2011 - 00h00
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Editorial

Bomba-Relógio

Se abrirmos cada exemplar de revistas diversas em uma banca de jornal, nove em cada dez trará alguma
matéria ou artigo dando dicas e receitas de como viver mais ou como obter maior qualidade de vida. A incessante
busca pela longevidade é algo que a humanidade trabalha há séculos, e paga caro por isso.
Mas, a cada dia que passa, mais me dá a sensação de que vivemos em cima de uma bomba-relógio.
Japão, 11 de março de 2011. Quando tudo estava em absoluta paz e ordem, poucos minutos foram
su cientes para testar os limites da paciência oriental e trazer um clima de desolação ao restante do mundo.
A pergunta: Por quê? A resposta: Troco do descaso humano com o planeta.
Brasil, 7 de abril de 2011. Um psicopata entra em uma escola carioca e, a sangue frio, puxa o gatilho na
direção daqueles que faziam parte de nosso futuro, de nossa esperança. A pergunta: Por quê? A resposta:
Troco da intolerância entre nós, semelhantes.
A força de um tsunami devastador, levando consigo o que encontra pela frente, é comparável à do atirador,
que levou com ele os meninos e meninas que viu pela frente – sem saber nome, idade, sonhos ou medos.
Simplesmente porque estavam ali, e ele, com “arbítrio divino” – como o do tsunami – resolveu levá-las.
O Brasil não tem histórico de ações semelhantes, mas esse pode ser o preço de termos entrado no mundo
dos mais abastados, com direito a poder aquisitivo de alimentos, saúde, moradia e... armas! No mundo
dos incluídos social e digitalmente, dos que têm acesso à cultura e também às perniciosidades do mundo
contemporâneo.
Em que esquina explodirá a próxima nitroglicerina? Em que canto do mundo a Terra vai se encolerizar de
nossas ações e mandar novo “aviso”? Pode ser aqui, próximo de mim, ou aí ao seu lado...
Que se protejam nossos  lhos, para que não sejam o próximo alvo.
Prossigamos nossa jornada, dia a dia, estudando nas páginas das revistas baratas da banca de jornal como
adquirir alguns anos a mais de vida para que possamos aproveitar tudo de bom que o mundo nos oferece –
sem falsa demagogia. E oremos para que as bombas-relógio sejam, ao menos, premeditadas.
Em sinal de luto pelas vítimas dessas últimas “explosões”, uma tarja preta revestirá todas as páginas desta
revista.
Até breve.

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