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O Voo do Mosquito Sem Asas

Assistência & Serviço Social
09 Outubro 2016 - 04h52

 

Um sincretismo psicopedagógico para a microgênese da ginga na capoeira

Como ensinar a ginga na capoeira? Foi tentando responder essa pergunta – que não é nada fácil – através da observação participante nas aulas capoeira, que eu escutei um aluno afirmando: “ô professor, o mosquito sem asas voou”. Refletindo sobre essa afirmação, intuitivamente percebi que as respostas infantis seguem uma lógica própria que difere da lógica do adulto, portanto, eu tinha que repensar as minhas estratégias para ensinar a ginga na capoeira. Durante essa busca, em meio a um sincretismo de ideias, acabei musicando a frase dita pelo aluno e comecei a cantar nas rodas de capoeira; resolvi passar a melodia da música para o berimbau. Como o berimbau não é um instrumento melódico, a letra da música transformou- -se num ritmo que eu chamei de “o voo do mosquito sem asas”.

Por fim, o “voo do mosquito sem asas” se tornou, simbolicamente, um brinquedo muito importante, uma brincadeira muito séria, que valoriza o processo da ginga na capoeira, e não apenas o produto. Depois de algum tempo aprendendo a ensinar a ginga na capoeira, posso afirmar com um ritmo (o voo do mosquito sem asas), criado excepcionalmente para isso, que só podemos ensinar a ginga se estivermos dispostos a aprender a gingar: se pararmos de aprender é sinal que não podemos...

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