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A naturalização da obsolescência

Administração & Planejamento
Por:
04 Outubro 2014 - 18h13

Você se lembra de quantos celulares já teve? Por que motivos trocou sua última geladeira? Por quanto tempo espera usar seu novo computador? E por quanto tempo usou o anterior? Quando se fala em produtos eletroeletrônicos, as questões relativas ao tempo de vida útil dificilmente são associadas à questão da sustentabilidade. Não é só falha dos consumidores. A própria regulação estatal (demarcada pela Lei Nacional de Resíduos Sólidos) omite o problema da obsolescência dos produtos. Na mídia de negócios de abrangência nacional, e até especializada, o tema é virtualmente ignorado1. Nenhuma empresa do setor reconhece sua responsabilidade diante do acelerado encurtamento da funcionalidade dos aparelhos ou do estímulo publicitário aos consumidores para concretizarem uma troca antecipada. Se, por um lado, as consequências adversas da obsolescência programada na forma de lixões lotados de aparelhos descartados e ansiedade generalizada entre os compradores costumam receber a atenção do governo e da grande mídia, por outro, esses efeitos são raramente conectados com as políticas corporativas de vida útil reduzida para os bens eletroeletrônicos. Como entender essa omissão?
Pesquisa do instituto Market Analysis, em parceria com o Instituto de Defesa do Consumidor, revela que ao mesmo tempo em que existe um disseminado senso comum entre os brasileiros de que os produtos eletroeletrônicos apresentam um tempo de vida útil cada vez menor, e que a indústria...

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